segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Grupo SHAMA, 9 anos de Luta pela Cidadania LGBT

No dia 08 de fevereiro a entidade Associação Homossexual de Ajuda Mútua (Shama) aniversariou: 9 anos de existência que acumulam atividades, projetos e ações cotidianas em defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de Uberlândia e Região; 9 anos de enfrentamento diário do preconceito contra a nossa orientação sexual; 9 anos de atendimento jurídico, psicológico e de assistência social à nossa comunidade!

Nesse caminho consolidamos e ampliamos a Parada do Orgulho LGBT, que hoje se constitui no maior evento político-cultural da cidade, reunindo de 50 a 70 mil pessoas; estabelecemos parcerias com dezenas de entidades e instituições ligadas aos direitos humanos, sociais e culturais em nível municipal, estadual e federal; nossa entidade está inserida nos eventos temáticos também internacionais quando realizados no Brasil.

Mas estamos cientes de que ainda temos muita estrada pela frente; o conservadorismo político, o literalismo religioso agressivo, o preconceito intra familiar, a grande vulnerabilidade econômica e social de LGBT pobres, o sempre preocupante índice de infecção pelo HIV/Aids verificado na nossa comunidade. São questões que chegam a ofuscar algumas de nossas vitórias como a decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar doravante as uniões homo-afetivas, com todos os direitos previstos nas relações hetero-afetivas.

Em Uberlândia então, estamos há anos lutando pela aprovação de uma lei que penalize atos homofóbicos e, mais recentemente, o embate se estende à luta por uma sede própria, aliás, por mais que uma sede própria: queremos construir um Centro de Referência de Direitos Humanos LGBT! Mas, sem dúvida, sem perder a alegria e a honestidade, saímos da infância. 

Nossa entidade conquistou o respeito e o espaço que merece. Por isso, é em nome de todos que fizeram, pelo mínimo e pelo máximo que fizeram por nossas humanas bandeiras que hoje comemoramos 9 anos com duas palavras: OBRIGADO E PARABÉNS!

Marcos Martins - presidente

SAIBA MAIS sobre o Grupo SHAMA, clicando AQUI.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mãe de gay faz apelo pelo fim da homofobia

Depoimento emocionado de mãe de gay pede fim da homofobia no Brasil

A mineira Marlene Xavier, da cidade de Montes Claros, é uma das várias integrantes da campanha “Mães Pela Igualdade” e deu um depoimento emocionada e emocionante sobre a morte de seu filho, que completa 10 anos em 2012 e teve clara motivação homofóbica. “Eu sei disso porque os assassinos falaram”, revela a mãe no vídeo da campanha.

O assassino confessou sua homofobia à polícia em seu depoimento: "Não suporto homossexuais". Ele continua em liberdade até hoje. Além dos vídeos, a campanha “Mães Pela Igualdade” conta também com um abaixo-assinado pelo fim da violência contra pessoas LGBT no Brasil (assine aqui).


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Edição 955

Abaixo a imagem da edição n.º 955 do CULTURA POP GLS, publicada no Jornal do Sudoeste - São Sebastião do Paraíso/MG, do dia 12 de fevereiro de 2012.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ministério veta vídeo de homens gays na campanha do Carnaval


O Ministério da Saúde determinou ao Programa de Aids, da própria pasta, que retirasse da internet o vídeo institucional com filme com cenas de uma relação homossexual entre dois homens, que seria exibida para a campanha do Carnaval. Nas imagens, dois rapazes são apresentados numa boate, trocam carícias e são alertados por uma fada a usarem preservativo.

O filme, segundo material de divulgação do Programa de Aids do Ministério da Saúde, deveria ser exibido em TV e na internet. Estava disponível no site do programa desde sexta-feira, mas foi retirado do ar. O ministério informou na quarta-feira que o vídeo não deveria ter sido divulgado na internet e que será exibido apenas em espaços fechados frequentados por homossexuais. O vídeo oficial, com logotipo do Ministério da Saúde, está sendo distribuído nas redes sociais.

Entidades e movimentos questionam a não exibição do filme na TV aberta.

Trecho do release do programa de Aids sobre a exibição deste filme, de outros, em TV:
"Os filmes a serem transmitidos pela TV e internet apresentam situações em que os públicos-alvo da campanha – homens gays jovens e um casal heterossexual – encontram-se prestes a ter relações sexuais sem camisinha. Em ambos os filmes, surgem personagens fantasiosos – uma fadinha, no caso do filme do casal gay, e um siri, no do casal heterossexual – com uma camisinha".

ABGLT é contra banheiros especiais para LGBTs em escolas



Ofício PR 015/2012
Curitiba, 08 de fevereiro de 2012

Ao: Exmo. Sr. Flávio Arns
Secretário de Estado da Educação

Assunto : Solicitação de providências : “banheiro para homossexuais” em colégio estadual em Londrina

Senhor Secretário,

A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT é uma entidade de abrangência nacional que congrega 257 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.

Assim, acompanhamos hoje nos meios de comunicação reportagens sobre a criação de um banheiro específico para estudantes homossexuais no Colégio Estadual Vicente Rijo, na cidade de Londrina.

Reconhecemos que o Estado do Paraná tem alcançado avanços na área da educação no que se refere ao respeito à diversidade sexual como, por exemplo, por meio do Parecer nº 01/2009 do Conselho Estadual de Educação permitindo o uso do nome social de pessoas travestis e transexuais nas escolas, bem como as capacitações sobre diversidade sexual para
profissionais de educação, promovidas pelo Núcleo de Gênero e Diversidade da Secretaria de Estado da Educação.

No entanto, entendemos que a criação de um terceiro banheiro para homossexuais num colégio estadual é uma solução simplista para uma questão complexa. A medida promove a segregação e reforça o estigma, o preconceito e discriminação, em vez de trabalhar a inclusão social e questão do respeito às individualidades. Basta substituir a população-alvo, por negros ou judeus – por exemplo, em vez de homossexuais, para perceber que a medida está promovendo uma situação de apartheid.

É importante destacar que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) são entre as pessoas que mais sofrem preconceito, discriminação e estigma em nossa sociedade. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, mais de 3600 homossexuais foram assassinados por sua condição sexual nos últimos anos no Brasil. Atualmente, segunda a mesma fonte, em média há uma assassinato a cada trinta e seis horas. Várias pesquisas feitas por instituições de renome apontam para a existência do preconceito. Em uma pesquisa, 40% dos estudantes masculinos da educação básica não gostariam de estudar na mesma sala que um estudante gay e 60% dos(das) profissionais de educação não sabem como lidar com essa questão na sala da aula (Unesco). Na escola, essa situação pode levar à evasão e ao abandono escolar, gerando dificuldades de inserção no mercado de trabalho, entre outras iniquidades vivenciadas, de modo a poder tornar as pessoas LGBT altamente vulneráveis social e pessoalmente. 

Entendemos que uma resposta mais apropriada do que a criação de um banheiro específico para homossexuais envolve a existência nas escolas de programas específicos e efetivos de respeito à diversidade – incluindo a diversidade sexual, a capacitação continuada de um número maior de profissionais de educação nessa área, com mais frequência, supervisão e monitoramento, a disponibilização de materiais didáticos específicos de apoio para a abordagem da temática e a realização de pesquisas para identificar as melhores formas de tratar do assunto nas escolas.

Assim sendo, vimos por meio deste solicitar a tomada de providências no sentido de suspender iniciativas envolvendo a criação de banheiros específicos para homossexuais em qualquer estabelecimento de ensino da responsabilidade do Governo do Estado do Paraná.

Aproveitamos a oportunidade para solicitar uma audiência com V. Sa. para discutir o assunto.

Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição para o diálogo e para colaborar no que for possível.

Respeitosamente,

Toni Reis
presidente da ABGLT

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Se rolar, use Camisinha"

Pela primeira vez no Brasil, as travestis estão entre o público alvo da campanha de carnaval do Ministério da Saúde contra a Aids. Lançadas em 2 de fevereiro, as veiculações também vão focar jovens de 15 a 24 anos, gays e heterossexuais.

Após o período de festas, serão veiculadas mensagens de estímulo ao diagnóstico precoce do HIV.







Edição 954

Abaixo a imagem da edição n.º 954 do CULTURA POP GLS, publicada no Jornal do Sudoeste - São Sebastião do Paraíso/MG, do dia 5 de fevereiro de 2012.