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quinta-feira, 7 de julho de 2011

filme sobre a vida de São Sebastião

A mais polémica representação cinematográfica de São Sebastião, quiçá a única, deve-se a Derek Jarman (1942-1994), cineasta EN, cuja cinematografia, constituída por 11 filmes, tem em Sebastiane (1976) seu primeiro longa-metragem.

Dirigido por Derek Jarman e Paul Humfress, escrito por Derek Jarman e James Whaley, com música de Brian Eno e Andrew Thomas Wilson, tendo no internacional elenco Leonardo Treviglio (como São Sebastião), Barney James (no papel de Severo), Neil Kennedy (Máximo), Richard Warwick (Justino), Robert Medley (Diocleciano), o filme causa estranhamento, primeiramente porque seus diálogos são todos em latim, língua considerada morta. Note-se que, em 2004, Mel Gibson usou, em seu polémico "The Passion of Christ" (A Paixão de Cristo), também o latim, ao lado do hebraico e do aramaico.

São Sebastião, antigo capitão da guarda pretoriana de Diocleciano, passou à iconografia como um mártir em que na nudez escultural se exalta o sacrifício da juventude e da beleza, mas que em certas representações uma atitude equívoca do corpo crivado de setas sugere o que hoje chamamos de masoquismo. Derek Jarman, com o seu primeiro filme, "Sebastiane", abstraiu-se quase completamente do contexto histórico e da motivação religiosa do personagem para se entregar, com alguma complacência, à hagiografia "desviada" do santo, tal como uma a elaborou parte da cultura moderna. A morte de Sebastião surge aqui como o resultado do desejo trágico, cuja impossibilidade parece, apesar de tudo, abstracta, dada a insuficiente caracterização psicológica. E podíamos ver neste final uma variação do tema de Salomé. Como São João Batista, Sebastião é condenado à morte por despertar um desejo impossível, que o facto de ser partilhado torna mais impossível ainda na dialéctica do sacrifício.

Para baixar o filme, CLIQUE AQUI.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Dzi Croquettes

Dzi Croquettes – Direção de Tatiana Issa e Raphael Alvarez (Brasil, 2009). Com depoimentos de Liza Minnelli, Gilberto Gil, Nelson Motta, Miguel Falabella, Ney Matogrosso, Marília Pera, Cláudia Raia, entre outros. O documentário resgata a trajetória dos atores/bailarinos que se tornaram símbolos da contracultura ao confrontar a ditadura usando a ironia e a inteligência. Os espetáculos revolucionaram os palcos com performances de homens com barba cultivada e pernas cabeludas, que contrastavam com sapatos de salto alto e roupas femininas. O grupo se tornou um enorme mito na cena teatral brasileira e parisiense nos anos 70.

A palavra irreverente já existia nos dicionários, mas atingiu um novo grau de entendimento depois da criação do grupo Dzi Croquettes. A década de 70 foi de rompimento, de mudança, de fugir de padrões e buscar o novo, o desconhecido. A contracultura abriu espaço para questionamentos sobre a realidade, a ruptura ideológica e a transformação social. Nesse contexto um Americano desembarca no Rio de Janeiro: Lennie Dale unia a bossa nova a um swing do Jazz Novaiorquino; o encontro de 13 homens, 13 talentos. Surgia entao o furacão que iria abalar as estruturas sexuais das pessoas, abrir portas, quebrar tabus, mudar a cena teatral Brasileira e Internacional. Surgia então os Dzi Croquettes, O grupo revolucionou os palcos cariocas com seus espetáculos andróginos.

Desobedientes e debochados, decidiram desrespeitar a ordem do regime militar com inteligência. Os sapatos de salto alto e as roupas femininas propositalmente exibiam as pernas cabeludas e a barba cultivada pelos homens do grupo. O primeiro show, em 1972, foi um grande sucesso, apesar de ter sido banido pelo Serviço Nacional de Teatro. A comédia de costumes era um deboche ao sistema de ditadura e à realidade brasileira. O grupo também fez muito sucesso na Europa, especialmente na França, onde levou platéias parisienses à loucura.Esse documentário conseguiu reunir os integrantes do grupo, assim como amigos e admiradores para uma bateria de entrevistas exclusivas sobre o que é ser um Dzi Croquettes, a formação, os textos, a censura, o sucesso até a desintegração do grupo, mas nunca da idéia.

O documentário conta com depoimentos de amigos e artistas consagrados no cenário artístico brasileiro e internacional como: Liza Minnelli (grande admiradora e amiga do grupo), o diretor e coreógrafo americano Ron Lewis, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Betty Faria, José Possi Neto, Miéle, Aderbal Freire Filho, Jorge Fernando, César Camargo Mariano, Elke Maravilha, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso, Norma Bengell, entre tantos e ainda os integrantes originais do grupo: Claudio Tovar, Ciro Barcelos, Bayard Tonelli, Rogério de Poly e Benedito Lacerda. Mais de 45 depoimentos colhidos no Rio de Janeiro, Nova York e Paris contam a trajetória desse grupo que influenciou suas carreiras e suas vidas em uma trajetória fascinante recheada de sucessos, fracassos, assassinatos, grandes voltas por cima e a recuperação de uma parte da nossa história que não deveria jamais ser esquecida. A busca por novos valores e novos canais de expressão – marcas registradas do movimento de contracultura – é das Dzi Croquettes!... "As internacionais".

PARA BAIXAR este filme, CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FILMES...

A CURA

Dexter e Eric nunca foram grandes amigos, mas têm algo em comum, a solidão.Erik (Brad Renfro) é que atravessa todas as barreiras que o preconceito ergueu e se torna amigo do seu vizinho, Dexter (Joseph Mazzello), um garoto de 11 anos que foi contaminado pelovírus da Aids durante uma transfusão de sangue. Eric tem um difícil relacionamento com sua mãe.
Erik se torna muito ligado a Linda (Annabella Sciorra), a mãe de Dexter, e na verdade fica mais próximo dela que da sua própria mãe, Gail (Diana Scarwid). Surge uma grande amizade e entre ervas milagrosas, Eric tenta "curar" Dexter. Quando os dois garotos lêem que um médico de Nova Orleans descobriu a cura, os meninos tentam chegar a este médico. Eles pegam uma carona em um barco para Nova Orleans e resolvem encontrar o tal médico.
Um amigo está presente em todas as situações, mesmo não tendo utilidade aparente. A condição de aidético de Dexter não impede que, em Erik, nasça esse sentimento especial de amizade. Não foi por pena, foi por amor. Esse tipo de amor é caracterizado por Ágape. O Ágape é o amor incondicional e voluntário, não discrimina, não tem nenhuma pré-condição e é algo que se decide fazer voluntariamente sem nada em troca. A busca da cura para o amigo era algo incansável para Erik. A cada tentativa de encontrá-la, a amizade dos dois crescia.Nesse crescimento, a confiança levou Dexter a abandonar sua casa e ir em busca do tão sonhado dia de sua cura, mas ele não veio. Aliás, veio sim, mas não foi a cura da aids, foi a interior. A presença de Erik levou Dexter à certeza de que nunca estaria só.Vamos pensar um pouco. Como você está fazendo para curar os amigos que possui?
"A capacidade de cuidar é o que dá à vida seu mais profundo sentido e significado."
(Pablo Casals)

MINHAS MÃES E MEU PAI

As lésbicas Nic (Anette Benning) e Jules (Julianne Moore) têm um casamento estável, mas a relação é virada de cabeça para baixo quando seus filhos, Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson), resolvem trazer Paul (Mark Ruffalo), o pai, doador de esperma, de volta para suas vidas. As coisas, evidentemente, ficam cada vez mais complicada quando Jules se envolve-se com Paul.Minhas Mães e Meu Pai' foi considerado pelos críticos do Festival de Cinema de Berlim a sensação do evento.A comédita com temática GLS é dirigida pela americana Lisa Cholodenko, responsável pela direção de episódios das séries "The L World" e "Six Feet Under"

Para ver mais opções de filmes e fazer DOWNLOAD,
acesse o BLOG GAY LOAD, clicando aqui.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FILMES...

SAIA DO ARMÁRIO!

Abaixo a indicação de filmes com temática LGBT e que falam sobre o tema "Sair do Armário".

"DELICADA ATRAÇÃO"

No subúrbio londrino, Jamie e Ste são dois vizinhos e colegas de colégio. Ste mora com o irmão e o pai alcoólatra, que freqüentemente o espanca. Jamie mora com a mãe, que sensibilizada com os maus tratos ao vizinho, convida-o para ficar em sua casa, no quarto do filho. Mal sabe ela que daí vai surgir um caso de amor entre os dois garotos.
Título Original: Beautiful Thing
Título no Brasil: Delicada Atração
Ano: 1996
Áudio: Inglês
Legenda: Português

FONTE e LINK para DOWNLOAD: site Intercine Gay.

"GLUE"

Retrata as férias de Verão de um trio de adolescentes, centrando-se especialmente na figura de Lucas (Nahuel Pérez Biscayart), um rapaz franzino de 16 anos cujos desejos e angústias são os de qualquer outro adolescente: a relação com o corpo, a exploração da sexualidade, a solidão, etc. O filme abre com uma frase de Lucas que espelha bem o solipsismo adolescente: "Pode ser-se órfão mesmo quando se tem pais - se não tivermos nada em comum com eles."A habitar a solidão de Lucas, que aqui tem também um correlativo na paisagem desolada da Patagónia, estão, porém, os amigos Nacho (Nahuel Viale) e Andrea (Inês Efron), acabando os três por encontrar a felicidade num triângulo amoroso.O mais espantoso em Glue é a naturalidade das interpretações dos jovens actores. O realizador explicou, em entrevistas, que praticamente não escreveu diálogos, tendo apenas 17 páginas de guião, apostando assim na capacidade de improviso dos actores. E estes são espantosamente verosímeis e espontâneos nos seus papéis. Glue tem como produtora executiva a realizadora espanhola Isabel Coixet, autora de A Vida Secreta das Palavras (2005).
Gênero: Drama
Diretor: Alexis Dos Santos
Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento: 2006
País de Origem: Argentina
Idioma do Áudio: Espanhol con legenda em Português.

FONTE e LINK para DOWNLOAD: site Intercine Gay.