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domingo, 25 de setembro de 2011

Insensato Colocon - capítulo 24 (último)


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 24

> > > ÚLTIMO CAPÍTULO < < <

 O clima era tenso, mas não houve palavras, apenas troca de olhares. A Polícia Civil chegara ao local ordenando que todos saíssem do “xis” e fossem para as viaturas. Seriam levados à delegacia para prestar depoimentos e depois, liberados. O corpo de Gonzaga também seria recolhido para ser preparado ao funeral. Na busca minuciosa feita pelos alibãs, nenhum “colocon” foi encontrado no sítio, bem como nada que incriminasse Grazy e Tyler, citados por Eduardo como cúmplices do plano para matar o “poderoso chefão”. Nenhum deles foi detido. Já Priscila foi levada algemada para a prisão. Marisa acompanhou a tudo e apenas disse à amiga, ou “ex”, que veria um advogado para acompanha-la no caso. Priscila fez um muxoxo e diz à Marisa que não queria nada dela e de ninguém e, se preciso fosse, faria tudo de novo. Nitidamente fora de si e ré confessa, complicou-se ainda mais. Aliviada, Pérola consolava Kelly, que estava decepcionada por ter gostado de uma pessoa como Priscila.

 Enfim, o tempo passou... Eduardo bem que tentou, mas Verusca não quis ouvir uma palavra de sua boca. Cheio de remorso, decidiu dar tempo ao tempo e voltou para Ribeirão. Logo conseguiu um emprego na sua área, Publicidade, na EPTV. Tyler também não teve chance de se explicar com Verusca. Marrento, também decidiu esperar a mona se acalmar e foi cuidar dos “negócios”. No dia do assassinato, ao optar por não cometer o crime, Tyler decidiu pegar e esconder todo o “colocon” que havia no sítio. Esperou a poeira abaixar e Grazy sumir da área. Depois, discretamente, começou a abastecer as bocas, a repassar nas festas. Sabendo quem era a clientela, foi se impondo e logo se tornou o novo “chefão” do pedaço. Era manjado pelo serviço de inteligência dos “homens da lei”, de vez em quando perdia “colocon” nas blitzes, mas sabia safar-se. Não deixava rastros... E o “negócio” era rentável; se um cai, surgem outros para dar continuidade ao ilícito. Do outro lado da guerra, programas como o PROERD trabalhavam na base com a molecada, apresentando a elas os perigos do contato com as drogas. Em surdina, Eloy passou a ser comparsa de Tyler. Verusca nem podia sonhar com isso e, para não decepcionar mais a mona, optaram em não “darem pala”, ficando mais distantes da bil e, quando se encontrassem, seria esse dia mesmo... Já Grazy recebera um chamado do Céu e subitamente decidi entrar para a Congregação das Carmelitas Descalças. Porém, vira e mexe vinha a Paraíso chorar e colocar flores na lápide de Gonzaga, seu eterno amor...

Fabinho San Mon Netty, Danilo e Lucas conversaram entre si e decidiram não excluir Marisa da lista de suas amizades. Ficariam com um pé atrás, mas nada que a nissei não tirasse de letra. Diante do plano sórdido bolado por Eduardo, Grazy e Tyler, e ainda envolvendo Verusca, sua melhor amiga, Adrianny decidiu deixar prá lá o que estava sentindo por Dú para dedicar-se exclusivamente a Carlos, o bofe de sua vida. Já Verusca estava numa sinuca de bico, dividida entre os sentimentos por Eloy, Tyler e Eduardo, mesmo os dois últimos tendo armado uma cilada para ela só para livrá-la da dívida com o finado Gonzaga. Uma coisa era certa: com tudo o que ocorrera, Fabinho San Mon Netty simpatizou-se pela mona e deu a ela um bom emprego em sua empresa. Verusca amou. Pelo menos iria ficar longe da avenida por um bom tempo... Logo ela fez amizade com Lucas e Danilo, que passaram a ser representantes da empresa de Fabinho em Ribeirão. Os dois também amaram trabalhar com Fabinho, pois eram fãs ao extremo dele. Na agência Teúdo, o comentário era que um “ménage à trois” fortíssimo passou a rolar entre eles... Marisa também se tornou amiga de Verusca e sempre que vinha a Paraíso, ela trazia uma camiseta especial para a biba. As duas tinham altos papos sobre os bafões, as baladas, os bofes e, claro, Eduardo. Desencanada, de viagem e casamento marcado para Europa com um empresário italiano que conhecera no site Disponível.com, Marisa incentivava Verusca a dar uma chance a Dú e não punha muita fé no rolo dela com Tyler e Eloy, a quem julgava imaturos e moleques. No fundo a mona concordava com a análise, porém, relutava. Estava farta de decepções e fantasias... Queria algo real e concreto!

Mas... Sempre tem um mas... E o coração de Verusca falou mais alto que a razão!
No dia que Pérola e Kelly oficializaram sua união estável em cartório, depois elas deram uma festa no Espaço 88 sob o comando da RG Eventos & Italian Buffet. Professores e alunos do colégio onde Kelly lecionava compareceram. Muitos pais também. A homofobia aos poucos foi sendo superada. As lésbicas convidaram Marisa para fazer a decoração e, a fim de dar uma forcinha para a nova amiga, a nissei chamou Eduardo para vir, afinal, ele também era amigo de Pérola e Kelly, mesmo tendo decepcionado ambas com a trama da morte de Gonzaga. Contando com a ajuda de Adrianny e Carlos, Marisa levou Verusca e foi lá que ela se encontrou cara a cara novamente com Eduardo.  De joelhos, no meio do salão e diante de uma plateia atônita, Dú pede perdão para Verusca que, não resistindo à atitude apaixonada do bofe, ergue-o e dá-lhe um forte, demorado e ardente beijo, sendo ambos muito aplaudidos por todos sob uma chuva de pétalas de rosas!

F I M

sábado, 17 de setembro de 2011

Insensato Colocon - capítulo 23


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 23

> > > PENÚLTIMO CAPÍTULO < < <

Completamente histérica, Priscila começa a agredir Eduardo dando-lhe tapas no peito.
- A culpa disso tudo é toda sua, seu canalha! Por que você fez isso comigo? Por quê?
Kelly tenta conter a fúria de Priscila, segurando-a pelo braço.
- Tire suas mãos doentes de mim, sua sapata horrorosa!
Ao ouvir o insulto, Pérola toma as dores de Eduardo e parte em defesa de Kelly.
- Olhe como você fala com ela, sua assassina! Eu lhe dou uma surra aqui mesmo!
- Eu fui muito sonsa em querer algo contigo, sua homofóbica! Apodreça na cadeia!
- Odeio todos vocês, bando de neuróticos, e você, Marisa, é a grande responsável por tudo isso... Por que você foi atravessar meu caminho naquela rave? Você sempre quis tudo de mim... O Eduardo, trabalhar com o Fabinho San Mon Netty. Você é muito invejosa!
- Priscila, você pirou de vez, né? Quando eu precisei de você para alguma coisa, minha filha? Você divide o apartamento comigo, mas sou eu que tomo conto de tudo: das compras, das contas, porque você não sabe fritar nem um ovo. Demorou semanas para criar a logomarca para a empresa do Fabinho, morre de ciúmes do sucesso das minhas camisetas e agora quer dar uma de santa? Eu lhe trouxe aqui, sim, mas jamais esperava pela sua atitude.
- E eu jamais esperava ser vítima do seu plano, Marisa! – diz Fabinho San Mon Netty. Você me atraiu aqui para este lugar só porque precisava de uma desculpa e agora me vejo no meio de um assassinato? Sinceramente, vou rever se quero os seus serviços profissionais...
- E nós também estamos muito chocados, meninas! – diz Lucas. Assim como o Fabinho, não gostei nadica de nada em ser usado para este plano ardiloso que terminou em morte!
- Calma, Lucas! – diz Danilo. Eu conversei com a Marisa antes disso tudo acontecer. No lugar dela eu faria o mesmo para salvar a pele de um amigo especial...
- Ai, que lindo! Falou a bonequinha de luxo! Não perca seu tempo em defender este pulha do Eduardo. Esse galinha me trocou por um traveco. O tiro que dei era para acertar aquela coisa mesmo, mas naquele breu, eu errei e temendo ser atacada por aquele homem travestido de mulher, pensei e agi rápido, dei-lhe um golpe na cabeça e pus, sim, a arma na mão dele. Queria ter saído logo daqui, mas nem todo crime é perfeito... – diz ela, desolada.
- Em nome da lei, a senhorita Priscila está presa! – diz o policial já pegando as algemas.
- Sua assassina!!! Você matou o meu Gonzaga! Eu vou acabar com você! – grita Grazy.
- Que horror, Priscila! Você desceu muito baixo e tudo por causa de mim? Se enxerga, garota! Eu nunca te amei, nunca curti ficar com você, uma pessoa louca e destrambelhada. A Verusca é muito melhor que você, em tudo. Apesar do que eu, a Grazy e o Tyler armamos, eu vou lutar para ficar com ela, sim... Eu te agradeço, Marisa, por ter vindo aqui tentar me ajudar. Fabinho, Danilo, Lucas: não briguem com a Marisa! Ela é do bem... Já essa aí... – e ele cospe ao chão, num gesto de profundo desprezo por Priscila.
- Ninguém sai daqui. Todos serão chamados para depor na delegacia! – diz o policial. Pessoal, diante das revelações, vasculhem toda a área, incluindo a casa à procura dos entorpecentes ou qualquer material que configure o tráfico. Senhorita Grazy, você também está detida para averiguações. Vamos ao local do crime liberar aquele rapaz inocente!
Priscila e Grazy tentam resistir à prisão, mas são contidas por outros policiais.
Quando todos chegam ao “xis”, encontram Verusca sendo consolada por Eloy, ao lado de Adrianny que estava abraçada em Carlos. O corpo de Gonzaga ainda continuava ao chão. Coube ao policial revelar à Verusca tudo que havia se passado no jardim. A mona sentiu-se aliviada por um lado e extremamente magoada por outro ao constatar que, de fato, havia caído numa cilada. Tomando coragem, Eduardo se aproxima de Verusca e os dois ficam cara a cara. Neste momento, o sumido Tyler também chega ao local e fica diante dos dois.

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

domingo, 11 de setembro de 2011

Insensato Colocon - capítulo 22


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 22

> > > ÚLTIMOS CAPÍTULOS < < <

- Então diga, pois a arma foi encontrada em suas mãos! – diz o policial.
- Foi uma moça, magra, de cabelo comprido... Não sei o nome dela, só sei que quando as luzes se apagaram, vi que havia mais uma pessoa aqui dentro. Após o disparo, levei uma pancada na cabeça, mas senti quando ela colocou a arma em minhas mãos. Antes de desmaiar e dela sair daqui, deu para ver nitidamente estas características.
- Uma moça magra, de cabelo comprido? Tem alguém aqui com este perfil?
- Tem sim, policial... – diz Grazy. É a Priscila, mas não entendo porque ela faria isso. Por qual motivo? Essa travesti está mentindo. Foi ela quem matou o meu Gonzaga!
- Vamos à procura desta moça. A senhora vem comigo, dona Grazy, e os demais, ninguém sai daqui! – ordena o policial, que sai do “xis” à procura de Priscila.


Quando os dois saem, Adrianny, Carlos e Eloy se aproximam de Verusca, tentando consolá-la e saber maiores detalhes do que havia ocorrido. A mona queria saber onde estavam Tyler e Eduardo, porém não obteve dos três a resposta.
- Caí numa cilada, amiga! Armaram direitinho para mim... Após o discurso do Gonzaga, foi o Tyler que me chamou para vir para cá. Será que ele está metido nisso? Mas por quê?
Enquanto Verusca divagava em dúvidas, o policial e Grazy se aproximam do grupo onde estava Marisa, Danilo, Lucas, Fabinho San Mon Netty e Priscila.
- Senhorita Priscila, queira me acompanhar por favor! – pede o policial.
- Acompanhá-lo? Mas por quê? Eu não fiz nada...
- Priscila, tem uma travesti lá no local do crime acusando você de ter matado o meu Gonzaga... Você fez isso? Por quê?
- Vocês estão loucos! Por que eu faria uma loucura dessas?
- Para se vingar de mim, não é Priscila? – diz Eduardo, que neste instante se aproxima do grupo na companhia de Pérola e Kelly. – E você é cúmplice deste assassinato, Marisa!
- Êêêêpaaa! Não me envolva neste rolo! Eu não sei de nada! – grita Marisa.
- Sabe sim! Eu te contei sobre a chantagem que vinha recebendo da Grazy. A verdade, senhor policial, é que tudo aqui tem apenas um motivo só: tráfico de entorpecentes! Antes da Grazy se envolver com o Gonzaga, ela namorava comigo. Aí, quando conheceu ele e soube que ele era traficante, resolveu se juntar a ele nos negócios... Teve uma festa em Ribeirão. Eu tinha brigado com meus pais e estava sem grana para pagar a minha faculdade. Aí a Grazy, que nunca largou do meu pé, me propôs vender a droga nesta festa. Eu aceitei, mas sou leigo no negócio, acabei vendendo mais barato, perdi uma boa quantidade... e o senhor sabe, nestes lances, ou a gente paga o que usou ou morre... Para, entre aspas, me ajudar, a Grazy acertou com o Gonzaga o que havia me passado para vender e eu, ao invés de ficar devendo para ele, fiquei em dívida com ela. A Grazy sempre foi ambiciosa. Queria tomar o lugar do Gonzaga nos negócios e bolou este plano de mata-lo. Praticamente me obrigou a ajuda-la.
- E onde a travesti que foi pega com a arma na mão e a senhorita Priscila entram nessa estória? Se isto tudo for verdade, o senhor também é cúmplice deste crime – diz o policial.
- Eu, a Grazy e um moleque de nome Tyler, somos cúmplices, sim! Agora, a Verusca, não tem nada a ver com este crime. Ela devia uma grana de droga com o Gonzaga. Tinha pegado com ele para vender tempos atrás e perdeu... Ele estava cobrando ela. A ideia nossa era atrair a Verusca para o local do crime. O Tyler daria o tiro, faria o servicinho sujo para a Grazy. Eu ficaria livre de minha dívida com ela e ela assumiria o comando de tudo... Em troca, ela perdoaria a dívida da Verusca com o Gonzaga. Foi um pedido do Tyler que tem um caso com a Verusca e, de certa forma, um pedido meu, que acabei de me envolvendo propositadamente com ela através da internet, mas me apaixonei pela Verusca... Só que o Tyler atraiu a Verusca para o local do crime e na hora “h”, recusou-se a atirar e sumiu. O meu sentimento pela Verusca também me impediu de atirar...
- Ah... E aí, sem eira nem beira, a culpada do crime sou eu? – indaga Priscila. Me poupe, né Eduardo. Eu vou embora daqui! – revela.
- Não dê nem um passo ou será presa, senhorita Priscila! – ordena o policial.
- Dias atrás, senhor policial, eu fui ao apartamento da Marisa e da Priscila em Ribeirão para terminar tudo com elas. A gente tinha um caso desde a época desta festa onde este rolo começou... Depois que eu fui embora, a Marisa me ligou sem a Priscila saber e eu acabei desabafando, contando a ela sobre esta chantagem e este plano maluco da Grazy. Disse a ela que haveria esta reunião e ela me disse que viria aqui com a Priscila, chamaria uns amigos, inventaria uma estória, só para me ajudar. A Marisa queria falar com a Grazy ou até mesmo com o Gonzaga. No fundo, ela sempre gostou de mim... Já a Priscila, ficou super irritada quando soube do meu envolvimento com a Verusca, não aceitou ser trocada por uma travesti e quando viu que eu estava indo para o “xis”, ela me seguiu. A gente acabou discutindo... Não sei como as luzes se apagaram. Só sei que, quando percebi, a arma que eu carregava na cintura havia sumido e quando a luz voltou, eu soube do acontecido... Não tenho dúvidas! Foi a Priscila quem atirou, mas acabou errando o alvo e, ao invés de matar a Verusca por puro ciúmes, acabou acertando o Gonzaga e, para se ver livre da acusação, deu um jeito de colocar a arma nas mãos da Verusca. Você vai negar, Priscila?


Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 27 de agosto de 2011

Insensato Colocon - capítulo 21



novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 21

> > > ÚLTIMOS CAPÍTULOS < < <

Diante da cena, o bofe hesita em se aproximar dos corpos caídos. O barulho do tiro despertou a curiosidade dos presentes, que logo se aglomeram na porta do “xis”, alguns não acreditando no que veem. Afobada, Grazy chega ao local e dá um grito ao ver Gonzaga todo ensanguentado e sem vida. A mesma reação tem Adrianny ao ver a amiga estirada ao chão e com uma arma na mão.
- Pai de Asgarde! O que se sucedeu aqui? – indaga a mona, ao lado de Carlos. Os dois procuram por Tyler, mas nem sinal do bofe. Adrianny também tenta ver Eduardo, mas o rapaz escafedera. Logo os seguranças chegam e começam a cercar o local. Um assassinato ocorrera. A ordem dada por Grazy era para não deixar ninguém sair.
- Mas era só o que faltava? Ser testemunha de um crime? Quem é esta louca que matou o cara? – pergunta Fabinho San Mon Netty, nervosíssimo por estar detido no sítio.
- Ah, pelo o que eu andei assuntando, parece que era dívida que ela tinha com ele e os dois estavam lá para acertar as contas... Deu no que deu! – responde Marisa.
- Hum, bem feito pro Eduardo. Olha com quem ele foi se meter. – diz Priscila, rindo. – além de me trocar por um traveco, o tal é assassino. Essa foi a melhor do dia.
- É... Você está aí toda feliz e se esquece de que seremos chamados para depor!
- Tá com medo do quê, Lucas? Você fez alguma coisa? Foi você que matou o cara? Relaxa bil! “Quem não deve, não teme”! Tomara que a polícia chegue logo e libere a gente!
Marisa só escutava Priscila falar, enquanto tentava disfarçar o seu nervosismo. Danilo percebe o estado da amiga e a chama num canto, indagando porque ela estava assim.
- Por que eu tenho certeza de que não foi essa Verusca que fez isso. Foi o Eduardo.
- O Dú? Mas por que você afirma isso, Marisa?
- É uma longa história, Danilo, mas eu vou resumir. Uma vez, quando eu e o Dú ainda estávamos juntos, ele recebeu uma ligação dessa Grazy. Foi um papo bastante sinistro e nervoso entre os dois. Passou! Há algumas semanas atrás, o Dú me procurou e me contou do envolvimento dele com essa Grazy e sobre o plano dela em eliminar este Gonzaga. Parece que ela estava chantageando o Dú por causa desse lance de “colocon”... Você sabe, né... Naquela rave que a gente se conheceu, o Eduardo estava prá lá de Bagdá, colocadíssimo... Mas, como eu não gosto de rolos, não quis me envolver e apenas dei uns conselhos para o Dú. Cheguei a comentar com a Priscila e foi por isso que aceitamos vir aqui hoje. Queríamos falar com o Dú e impedi-lo de fazer uma besteira, mas acho que não deu tempo...
- Aff, que sinistro... Mas a arma está nas mãos da tal Verusca, e nem sinal do Dú...
- Então... Isto que me preocupa... Nem sinal do Eduardo! – diz Marisa, preocupada.

Dentro do sítio, Eduardo estava sendo consolado por Pérola e Kelly. As lésbicas haviam procurado por ele para se despedirem e foram encontra-lo em um dos cômodos da casa, instantes depois das luzes terem se apagado e elas terem ouvido o barulho do tiro. O rapaz estava completamente atordoado, não falava coisa com coisa, só dizia: “deu tudo errado!”.
Não demorou meia-hora para o sítio estar cercado de polícias. A ambulância dos Bombeiros também chegara. O corpo de Gonzaga foi examinado. A bala foi fatal! Grazy estava aos prantos. Com as técnicas, Verusca foi sendo reanimada. Adrianny, Carlos e Eloy observavam. Quando a mona voltou a si, um filme passou rapidamente pela sua cabeça. A discussão com Gonzaga, o apagar das luzes, a terceira pessoa no local, o tiro e uma coronhada que recebera na cabeça, deixando-a desacordada. Percebeu que tinha caído numa cilada e, para não pagar por um crime que não cometera, Verusca respira fundo e diz aos policiais:
- Não me prenda, pois eu sei quem matou o Gonzaga e esta pessoa está aqui no sítio!

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 13 de agosto de 2011

Insensato Colocon - capítulo 20


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 20

> > > ÚLTIMOS CAPÍTULOS < < <

 - Demorei, mas cheguei! Tá mais calminha comigo ou quá, Verusca?
 - O que você acha, Tyler? Há horas você está aqui no sítio, andando pra lá e prá cá e só agora vem falar comigo? Cadê os meninos?
 - Estão por aí! Mas, eu vim aqui por um único motivo. O patrão quer ter dois dedinhos de prosa com você lá no “xis” e eu acho que você já sabe qual é o assunto...
 - Hum! Eu vim aqui só por isso mesmo, para acertar de uma vez por todas as minhas contas com o Gonzaga. Nem sabia dessa recepção com esse tanto de gente. Candidato a prefeito! Aff! Era só o que faltava... Mas, eu vou lá, sim! Você vem comigo, Adrianny?
 - Vou sim, amiga! Vim para te fazer companhia, não foi?
 - Não senhora, Adrianny! Pode sossegar o facho e ficar quietinha aqui. O acerto de contas é entre a Verusca e o meu patrão. Nada de testemunhas... Você não estava preocupada com o Carlos? Então... Ele pediu para te dar um recado também... Está te esperando bem ali. – e Tyler aponta o dedo para onde Carlos estava na companhia de Eloy.
 - Vai lá, amiga! Eu vou ficar bem! Mas, se eu demorar muito, você sabe o que fazer!
 As duas monas se abraçam. Adrianny vai ao encontro de Carlos e Eloy. Verusca segue com Tyler para o “xis”, o quarto escuro e fétido que a mantivera presa dias atrás. Ao longe, Eduardo observa tudo. Já Grazy murmura ao ouvido de Gonzaga e manda-o ir para o “xis”.

 Enquanto isso, Fabinho San Mon Netty pede para Lucas, Danilo, Marisa e Priscila aguardarem por ele na portaria para, depois, irem embora rumo à sua mansão. O empresário estava entediado e nervoso e, quando ficava assim, vinha a vontade de desaquendar a xuca.
 - Priscila, eu também vou ao toalete! Estou apertadíssima amiga! Não demoro, ok!
 - Hum, sei não, Marisa... Acho que isso é desculpa sua para ir atrás do Eduardo!
 - Nada a ver, Danilo! Desencana! Quer ir comigo para certificar-se dos fatos?
 - Não, amore! Eu e Lucas vamos pegar os últimos canapés, afinal, estão deliciosos!
 - E eu vou ficar aqui, sozinha? – retruca Priscila. – Ah, não! Eu vou junto!
 - Não, fofa... Fiquei aqui! Veja, a Kelly não tirou os olhos de você o tempo todo...
 - Vichi! Agora que eu vou mesmo e vamos parar de graça... Não quero encrencas!


 Perto dali, Pérola observara a atitude de Kelly que, de fato, não tirou os olhos de Priscila. Mais uma vez, sentiu um forte aperto no peito, mas preferiu ficar calada.
 - Já que o discurso acabou, vamos embora, Pérola. Eu já vi o que precisava ver aqui!
 - Que bom! Já vai dar para elaborar melhor suas aulas, meu amor?
 - Vai sim! Vamos procurar o Eduardo para nos despedirmos dele?
 - Ué, ele sumiu! Mas, vamos sim! Quem sabe ele não queira ficar lá em casa, né!
 - Claro... Mas, depois do que ele nos contou, acho que vai preferir outro lugar...

 Adrianny se aproxima de Carlos e Eloy. O bofe pede desculpas a ela pelo sumiço, prometendo que não mais terá tal atitude. Já Eloy decide ir ao encontro de Verusca, que estava no “xis” diante de Gonzaga. O quarto escuro e fétido não lhe trazia boas recordações... O “poderoso chefão” vai logo cobrando a dívida da mona para com ele. Porém, quando Verusca ia começar a falar, todas as luzes do sítio se apagam. Ouve-se uma gritaria. Gonzaga tenta sair do quarto, mas alguém trancara a porta por fora. Naquela penumbra, Verusca percebe que havia mais uma pessoa presente ao local.
 - Quem está aí? – indaga a mona. Mas, a resposta que ela obtém é o barulho de um tiro e de alguém que cai ao chão. Instantes depois, as luzes se acendem e a porta é arrombada por Eloy que vê Gonzaga morto e Verusca desmaiada com uma arma na mão.

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 6 de agosto de 2011

Insensato Colocon - capítulo 19


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 19

> > > ÚLTIMAS SEMANAS < < <

 O anúncio de Mr. Gonzaga causou um burburinho enorme. Muitos não acreditavam no que acabaram de ouvir. Porém, ele repetiu em alto e bom som que estava lançando sua candidatura a prefeito de Paraíso nas próximas eleições e que contava com o apoio de todos.
 Ninguém ousou dizer um “A”, nem sim nem não ao pedido do “poderoso chefão”. Perplexos, apenas ouviram o discurso de Gonzaga que propunha um novo tempo para a cidade. “Está completamente louco! Será que ele pensa que o povo não sabe o que ele faz? Vai transformar esta cidade na capital do colocon”, comentavam aos buchichos Verusca e Adrianny. “Esta é a maior piada que eu já ouvi em toda a minha vida”, disse Pérola para Kelly. “Vichi, o patrão deve ter usado todas esta noite para estar doidão e soltar esta asneira”, disse Tyler para Carlos e Eloy. “Será que ele pensa que tem alguma chance?”, comentou Marisa com Priscila. “A agência Teúdo vai fazer a campanha dele?”, perguntou Fabinho San Mon Netty para Lucas e Danilo. Gonzaga não estava nem aí para os comentários e continuava a falar.
 - Se eu soubesse que o motivo da reunião era esse, não teria vindo aqui!
 - Sabe que até agora eu não entendi porque você está aqui, Eduardo! Você mora fora!
 - Pra falar a verdade, Pérola, eu vim a Paraíso por causa da Verusca. Soube que ela estava aqui e como me disseram “o que” se faz neste sítio, vim atrás dela para tirar satisfações. Chegando aqui, deparei-me com esta recepção e como me deixaram entrar...
 - Hummm, sei... Você não resiste mesmo a uma boca livre, né! – completa Kelly.
 - Exatamente... Mas a Verusca não quis falar comigo aqui. Preferiu na casa dela, sacas?
 - Ahhh, entendi... E ela? Veio fazer o quê, aqui? – indaga Pérola, curiosa.
 - Ela me disse que veio resolver um assunto pessoal... Achei estranho, mas depois eu descubro do que se trata! Vou ali pegar uns canapés. Vocês aceitam?

 Próximo dali, Marisa e Priscila observam a atitude esnobe de Eduardo. Ambas estavam apenas esperando uma deixa para cair fora da reunião. Queriam ir para a mansão de Fabinho San Mon Netty tratar de negócios. Já Lucas e Danilo já se sentiam amicíssimos do empresário. Os três também não viam a hora de Mr. Gonzaga parar de falar para darem o fora do local.
 - A gente tem que fazer a fina! – diz Fabinho. A casa está cercada de seguranças. Somente as pessoas estritamente convidadas entraram. Não tem ninguém que, entre aspas, possa representar alguma ameaça a ele. Só que, o meu voto, ele não tem. Não tô louca!
 - É, Fabinho... Você que mora aqui deve saber o que tá falando e pelo o que me disseram, colocar mais poder nas mãos de um homem desses, é acabar com a cidade e induzir os que ainda não são viciados a sete palmos abaixo da terra... – diz Marisa.
 - Eu não sei por que viemos aqui, Marisa! Perda de tempo total! – resmunga Priscila.
 - Não se faça de sonsa, Priscila! Você sabe muito bem o que viemos fazer aqui...
 - Nossa, meninas... Quanto mistério! Podemos saber qual é o segredinho das fofas?
 - Não, Danilo! É coisa nossa! E não tem nada a ver com o Eduardo, viu!
 - Será mesmo? Você acredita, Lucas? Me engana que eu gosto, tá! É bem aquele ditado: “não te quero, mas não te largo”. Aff! Vocês três se merecem!
 - Tá com ciúme, Danilo? Leva o Dú pra você! Mas saiba que há um traveco no meio, tá!
 - Ixi... Começou a homofobia da Priscila! Vamos sair logo daqui? – pede Lucas.
 - Calma, gente! O homem tá encerrando o seu discurso e aí a gente vai! – diz Fabinho.

 Ao lado de Gonzaga, Grazy acompanhara todo o pronunciamento. Assim que ele termina de falar, ela cruza os braços e chacoalha os cabelos. Era o sinal esperado por Eduardo, também direcionado para Tyler que, somente neste momento, aproxima-se de Verusca.

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 30 de julho de 2011

Insensato Colocon - capítulo 18


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 18

> > > ÚLTIMAS SEMANAS < < <

 - E aí, Grazy? Tá tudo certo?
 - Você ficou louco, Eduardo? Sai de perto de mim! Tem um tanto de gente que te conhece aqui. Não podemos ser vistos juntos. Tá tudo certo, sim, mas agora dá linha na pipa!
 - Tá bom. Eu vou. Quando chegar a hora, você sabe o que tem que fazer... – e ele sai, retornando para onde estavam Pérola e Kelly.

 - Nossa! Você mal cumprimentou a gente... Chegou todo afobado e foi falar com a Grazy. Não sabia que você a conhecia... Chegou a vê-la em alguma de nossas festas?
 - De fato não conheço mesmo... É que lá na portaria me pediram para dar um recado a ela e foi o que fui fazer. Parece que estão precisando dela lá na entrada... Como vocês estão?
 - Ótimas, apesar de não sabermos bem o que viemos fazer aqui... E você?
 - Estou bem, Pérola! Resolvi o meu lance com as meninas lá em Ribeirão e acho que elas estão chateadas comigo, mas... fazer o quê? Eu me apaixonei... Estou noutra...
 - Apaixonou? Por quem? Conta logo este babado, menino! – indaga Kelly toda curiosa.
 - Tá vendo aquele travesti ali? O nome dela é Verusca... Ela é minha nova paixão!
 - O quêêê??? Você? Apaixonado por um travesti? Estou boba! – exclama Pérola.
 - Foi o que a Priscila e a Marisa disseram. A Priscila, então, quase faltou me bater. Não se conforma em ser, entre aspas, trocada por um travesti. Mas, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”, não é? Eu vou até lá falar um “oi” para ela, ok! Volto logo...

 Eduardo vai ao encontro de Verusca, que já tinha notado a presença do bofe, ficando com a cabeça cheia de dúvidas do porque dele estar ali, no sítio de Mr. Gonzaga. “Será que ele é envolvido com colocon”? – indagou para si mesma. Porém, ficou na dela, à espera que ele se manifestasse. Adrianny também tinha visto Eduardo chegar. Conteve a emoção, mas, dentro de si, ficou toda eufórica para conhecê-lo mais de perto. O bofe se aproxima das monas.
 - Oi, Verusca! Que surpresa você estar aqui... – ele pega na mão das bibas.
 - Oi, Eduardo! É... Eu vim até aqui para resolver um lance meu. E você? O que faz aqui?
 - Pode parecer estranho eu estar aqui, Verusca, mas depois eu te explico com calma. Como você passou a semana? Sentiu saudade de mim? Eu senti muita de você...
 - Acho que este não é o melhor momento para falarmos sobre isso, Eduardo... Eu passei a semana cheia de preocupações e também saí à procura de um emprego.
 - Ah, que bom! Eu também tive uma semana agitada. Mas, você está certa. Aqui não é o melhor local para falarmos de nós. Posso ir à sua casa mais tarde?
 - A hora que eu for embora, eu te aviso! Se quiser, você pode ir ao meu ateliê, sim...
 Adrianny só escutava a conversa dos dois. Por dentro, estava morrendo de inveja da amiga e possessa de raiva com Carlos que, até àquela hora, não havia dado sinal de vida.

 Marisa e Priscila foram conversar com Fabinho San Mon Netty para acertar detalhes da contratação. Lucas e Danilo, fãs ao extremo do empresário, foram na cola das duas a fim de ter uma melhor aproximação com Fabinho. Eles não se cabiam de tanta felicidade por estarem diante de seu ídolo. Fabinho percebeu a euforia do casal e, para delírio deles, convidou-os para, depois da reunião, irem até sua mansão para tomarem um drink e falarem amenidades. Danilo e Lucas quase tiveram uma síncope. Priscila e Marisa também foram convidadas.

 Garçons servindo os convidados, buffet de primeira, música ambiente... Quase duas horas depois, e muitos não sabiam por que tinham sido convidados para a reunião no sítio. Neste interim, Tyler chega para a reunião na companhia de Carlos e Eloy. No entanto, nenhum dos três vai ao encontro de Verusca ou Adrianny, que só observam a atitude dos bofes.
 Após muita expectativa, Gonzaga surge entre os convidados e vai logo dizendo:
 - Quero anunciar para todos a minha candidatura a prefeito de Paraíso!


Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

domingo, 24 de julho de 2011

Insensato Colocon - capítulo 17


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 17

 Verusca não gostou nada de ver Eloy na companhia de Tyler, assim como Adrianny não gostou de ver Carlos chegando junto com eles.
 - Demorei, mas cheguei! Diz aí, Verusca, o que tanto você quer falar comigo?
 - Irei direto ao assunto, Tyler! Não vejo com bons olhos você e Eloy andando juntos...
 - E eu vou aproveitar a deixa e dizer o mesmo para você, Carlos...
 - Nossa! Pelo visto as duas resolveram me crucificar, bem ao estilo: “diga-me com quem tu andas, que te direis quem és”. Pára, meninas! Carlos e Eloy tem a cabeça no lugar!
 - Aliás, eu tenho as duas cabeças no lugar, Adrianny! Desencana! – diz Carlos.
 - E eu também, Verusca... Eu sei que a gente não tá mais junto, que você se preocupa comigo, mas fique fria. A gente não se envolve no que o Tyler faz. Estamos “de boa”.
 - O problema, meninos, é bem a frase que o Tyler disse mesmo: ele é manjado pelos alibãs, vive carregando “colocon” pra lá e prá cá. Vamos que numa batida vocês estão juntos? Roda todo mundo, e aí? Vocês vão abraçar a fita por serem menores? Vão é estragar a vida!
 - Verusca, Adrianny, sem estresse! Eu só encontrei com os moleques no caminho. Eles estavam vindo para cá, eu peguei carona, só isso!
 - Mentira, Tyler! Eu vi você e o Eloy em atitude bastante suspeita hoje lá na praça!
 - Xiii, Adrianny! E só porque você viu, já pensou bobagem? A gente tava vendo um esquema com umas minas aí e, aliás, estamos atrasados. Eles devem estar esperando...
 - Uai, já vão embora? Nada disso. Hoje ninguém sai daqui. – diz Verusca, nervosíssima.
 - Só passamos aqui para falar “oi” e tranquilizar a inquietação de vocês. – diz Carlos.
 - Se vocês saírem daqui, nós iremos atrás e vamos melar este esquema com garotas!
 - Ah, pára, Adrianny! Sem chantagem emocional, ok! Quanto a mim, eu até concordo com vocês porque sou manjado mesmo na city, mas eles dois aí não estão fazendo nada de errado. Mas, tudo bem! Se eles não quiserem ir, eu vou sozinho e fico com as três.
 Mesmo nervosa, Verusca não diz nada, à espera da atitude de Eloy, por quem ficou emocionada de vê-lo novamente. O bofe percebe o estado da mona e opta por não ir embora.
Já Carlos reage ao contrário e decide ir com Tyler, para desespero de Adrianny, que não esperava esta decisão de seu bofe. Ela tenta impedi-lo de sair, mas ele vai com Tyler, e deixa-a falando sozinha. A biba começa a chorar, sendo consolada por Verusca e Eloy.

 O final de semana chega. Com ele, a reunião marcada no sítio por Mr. Gonzaga.
 Mesmo arrasada e sem notícias de Carlos, Adrianny decide ir com Verusca à reunião com o “poderoso chefão”. Era o dia do acerto das contas... Verusca havia reatado com Eloy, mas não tirava Eduardo da cabeça e nem Tyler, a quem esperava ver no sitio de Gonzaga.
 A contragosto, Pérola decide ir com Kelly na reunião convocada por Gonzaga. As lésbicas sabiam de cor e salteado qual era o meio de vida do “poderoso chefão”. Porém, Kelly queria ver de perto aquele ambiente e levar toda a experiência para a sala de aula, onde os alunos estavam cada vez mais eufóricos pelos temas polêmicos. Além do mais, o convite havia partido de Grazy, que sempre frequentava as festas promovidas pelas lésbicas e ela garantiu que a reunião não seria para tratar de “colocon”. Porém, não revelou qual era o assunto...
 No sítio também estava Fabinho San Mon Netty, o que deixou a cabeça de Pérola e Kelly mais intrigada. E esta sensação aumentou consideravelmente quando elas viram chegar Marisa e Priscila, acompanhadas de dois rapazes que, só de olhar, já se via que eram gays. Tratava-se de Danilo e Lucas. O cumprimento de Priscila para Kelly foi ríspido, e todos notaram o climão pairado no ar. Instantes depois, Eduardo chega ao local. Mal cumprimenta Pérola, Kelly, Marisa, Priscila, Lucas e Danilo e vai logo falar com Grazy, deixando-os cheio de dúvidas.

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 16 de julho de 2011

Insensato Colocon - capítulo 16


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 16

 - Tá tudo aqui, meu chefe! Pode conferir a quantidade de mercadoria levada com a grana. Os negócios foram ótimos. A clientela já está querendo mais! O bagulho é poderoso!
 - Como você sabe? Usou? Olha lá, pivete! Não quero gente viciada trabalhando pra mim. E outra coisa: chegou ao meu conhecimento que você tá me enganando... É verdade?
 - Quem ousaria enganar o Mr. Gonzaga e amanhecer com a boca cheia de formiga? Eu não sou louco, patrão! Quem te bolou essas ideias aí tá de caô! Eu sou firmeza contigo, chefe!
 - Hum! Estou de olhos bem abertos em você, hem! Já conferi. Tá tudo certinho. Se for levar mais, veja aí com a Grazy. Final de semana quero o pessoal aqui para uma reunião. E sua amiguinha travesti? Já levantou a grana para me pagar?
 - A Verusca vai honrar o compromisso assumido contigo, chefe! Eu garanto!
 - Hummm, o pivetinho tá defendendo a bichinha! Vai sair casamento? Serei padrinho!
 - Sem zueira, chefe... Mas, pode crê! Gosto muito da Verusca e não escondo isto, não!
 - É o fim do mundo! Tanta menininha aos seus pés e você aí, atrás de um viado!
 - Olha o preconceito, chefe! Não vamos discutir sobre isso, morô! De fato tem uma pá de mina na minha cola, mas nenhuma delas chega aos pés da Verusca! Ela arrasa! Posso ir?
 - Pode sim, moleque! Juízo, hem! Te espero pra reunião. Lembranças à Verusquinha...
 Tyler despede-se de Gonzaga e vai falar com Grazy a fim de pegar mais “colocon”.
 - Ouvi toda a conversa de vocês! Portou-se bem! Continue assim! Já separei o bagulho.
 - Grazy, você tem certeza do que vai fazer? Acha que é o momento certo?
 - Moleque, já está tudo esquematizado. O Eduardo vem para executar o serviço!
 - Vichi, aquele cara virá aqui de novo? Não tinha outra pessoa para você arrumar, não?
 - Qual é, Tyler? Crise de ciúmes, agora? Você sabe muito bem porque o Eduardo se aproximou da Verusca. Se rolou algo mais forte entre eles, amore, aí já não é problema meu...
 - A única coisa que eu quero é ver a Verusca livre desta situação, mais nada!
 - Então trate de fazer a sua parte no plano que sua amadinha sairá ilesa. Agora vai!
 Grazy despacha Tyler e depois volta para a sala levando uma garrafa de vinho. Lá ela se aconchega nos braços de Gonzaga que já estava preparando o fondue.

 Em Ribeirão, Marisa decide sair com Lucas e Danilo. Precisava esfriar a cabeça depois da discussão que tivera com Priscila. Aos amigos, ela conta em detalhes a revelação de Eduardo. Os dois ficam surpresos com a bissexualidade do rapaz e até brincam...
 - Nossa, se eu soubesse que ele gostava da fruta, já estava na minha rede há tempos!
 - Danilo, me respeite! Mas, em se tratando do Dú, concordo com você, amor!
 - Ai, meninos! O Dú não é lá essas coisas! A néca não é odara e ele mal sabe beijar...
 - Então por que você não o despachou, Marisa? Ainda o quer, para quê?
 - Ah, como companhia ele é ótimo, faz-me rir bastante. Na cama, deixa muito a desejar... Mas tem outro lance aí que, por enquanto, eu não posso falar...
 - Xiii, tá de segredinhos com a gente agora? A lôka, hem! – diz Danilo, dando chilique.
 - Eu tô com dó é da Priscila... Já pensaram? Assediada pela Kelly, trocada por um travesti... Homofóbica do jeito que é, o que mais falta acontecer com ela? – indaga Lucas.
 - Ser pedida em casamento pelo Fabinho San Mon Netty! – diz Marisa. E todos riem.

 Em Paraíso, Verusca ouviu atentamente a solução apresentada por Adrianny para que ela resolvesse a dívida com Gonzaga. A biba achou a ideia maluca, porém não via outra saída. Até aquele momento, as monas não tinham falado de seus bofes. Quando iam começar, são interrompidas pela chegada de Tyler, que estava na companhia de Carlos e Eloy.

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 9 de julho de 2011

Insensato Colocon - capítulo 15


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 15

 - Eduardo, você bebeu, tá louco de pedra, pirou, ou coisa do gênero? Trocar eu e a Marisa, duas gatas top de linha, por um traveco? O que ela tem que nós duas não temos?
 - Meninas, eu sei que este lado meu vocês desconheciam, mas eu sou bi, curto, e daí? Eu sempre deixei bem claro para vocês que nosso lance era apenas uma aventura, nada sério!
 - Isso é verdade, Priscila! O Dú nunca iludiu a gente com promessas, tipo, casamento... Mas, confesso: também estou estupefata com esta revelação. Quem diria! Até tu, Brutus!
 - “Quem vê cara, não vê coração”, amores! Eu quero terminar numa boa com vocês!
 - Eu me sinto traída, Dú! Jamais esperava isso de você... Trocada por um traveco... Aff!
 - E você esperava o que, Priscila? Que eu chegasse aqui e escolhesse entre você ou a Marisa? Olha que eu optaria por ela de olhos fechados, viu! Marisa é muito mais caliente, sadomasoquista, ousada, diferente de você, que é frígida e cheia de frescuras...
 - E ainda por cima você vem aqui para me ofender? Vá embora, Eduardo! Já disse o que queria? Então, vaza! Vá se esbaldar com essa bichinha travestida e nos deixe em paz!
 - Ei! Tire esse “s” das suas palavras... Eu não quero que o Dú me deixe em paz. Respeito a decisão dele, mas... Se um dia ele quiser voltar, terá carinho em meus braços!
 - Tá vendo, Priscila, a diferença entre você e ela? Obrigado, Marisa, por me entender!
 - Ah, a Marisa é uma sonsa! Vive aí sonhando com italiano milionário! Eu sou mais eu!
 - Bom... Eu já disse o que queria! Se quiserem ficar “de boa” comigo, a amizade é a mesma. Se não quiserem, paciência! Foi muito bom enquanto durou, agora, cada um na sua!
 E sem muitas delongas, Eduardo despede-se e sai, deixando as duas discutindo a decisão dele e o que uma havia dito sobre a outra. Quase brigaram, porém, desculparam-se.
 Eduardo sentia-se aliviado por ter se livrado daquele triangulo amoroso. Agora, para executar o plano com Grazy, teria que esquecer Verusca, a quem estava, de fato, apaixonado.

 Em Paraíso, após várias tentativas, Verusca consegue falar com Tyler e pede ao bofe para ir até seu ateliê. “Preciso ter um papo sério com você” – disse a ele.
 - Olha, o “poderoso chefão”, aquele para quem você tá devendo aquela grana, também me ligou agorinha querendo “bolar uma ideia” comigo e, como é ele quem me fornece os bagulhos para eu tirar o meu sustento, vou ver o que ele quer primeiro. “Se pá” mais tarde eu colo aí na sua goma, falow? Me espere naqueles trajes, minha gata!
 - Vou esperar você pra gente conversar e mais nada! Você é esquisito, Tyler! Tem hora que me trata como uma deusa; depois me trata como um lixo! Detesto gente de duas caras!
 - Sem neura, Verusca! Você tá cansada de saber como eu sou... É que eu estava na maior viagem quando encontrei vocês mais cedo... Eu experimentei o bagulho que o Gonzaga me fez buscar em Ribeirão. É poderoso demais, véi! E outra, não gostei de ver aquele maluco saindo aí da sua goma! Você é minha e de mais ninguém, morô! Mas, depois a gente se fala. Tenho que ir ao encontro do meu chefe, senão ele manda os truta dele atrás de mim.
 Tyler desliga o celular e vai ao encontro de Mr. Gonzaga. Minutos depois, Verusca recebe a visita de Adrianny, que não estava na companhia de Carlos.
 - Amiga, acho que tenho a solução perfeita para você resolver sua dívida com este Gonzaga! Sente aí e me escute! – e Adrianny passa a relatar para Verusca a sua ideia.

 Tyler chega ao sítio do “poderoso chefão” e é recebido na varanda por Grazy.
 - Veja lá o que você vai dizer a ele, seu moleque! Se pisar na bola comigo, já sabe né!
 Ao entrar, Tyler encontra Gonzaga diante da lareira. Estava muito frio aquela noite.
 - Finalmente você chegou! Como foram os negócios? Vendeu tudo? Passa a grana!

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 2 de julho de 2011

Insensato Colocon - capítulo 14


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 14

 Tentando disfarçar o nervosismo, Grazy joga seu charme para cima de Gonzaga.
 - Ah, amore... Sem stress, ok! Eu saí na cola daquele pivete, o Tyler, pra ver se ele estava trabalhando direitinho... Sei não, hem! Acho que você tinha que ficar de olho naquele moleque... Depois eu fui resolver uns assuntos de mulher, saca... Só que me enrolei...
 - Assuntos de mulher? Sei... Conta outra, Grazy! E quanto ao Tyler, tem pessoal meu na cola do garoto e até o presente momento, ninguém me relatou nada de errado com ele.
 - Xiii... Eu, se fosse você, não se fiava nestes teus informantes... Vai duvidar da palavra de sua gatona aqui? Me poupe, tá! Ou você confia em mim ou me despacha logo.
 - Ah... Tá bom! Mas você sabe que eu sou louco por você. Você sumiu, não deu notícias, fiquei preocupado, só isso! Eu vou checar sua informação, beleza? E também vou marcar uma reunião com o pessoal pro final de semana para acertas alguns detalhes...
 - Isso, amore... Vai ser ótimo pra você reunir os amigos... Agora vamos tomar café. Estou morta de fome. – e ela o puxa para a cozinha, sentindo que ele já estava mais calmo.

 O dia passa. Verusca deixara um currículo na empresa de Fabinho San Mon Netty. Estavam precisando de gente na linha de produção. Chegou em casa morta de cansada. Adrianny lhe manda uma mensagem pelo celular, dizendo que vira Eloy na companhia de Tyler. A notícia não agradou Verusca. Imediatamente ela liga para Tyler, mas o celular do bofe estava fora de área ou desligado. Resolve, então, ligar para Adrianny para saber detalhes.
 - Pois é, amiga... Eu vi os dois à tarde em atitude bastante suspeita lá na praça...
 - Aff... Será que o Tyler já está levando o Eloy para o mau caminho?
 - Não sei, Verusca... Mas seria bom você ter uma conversa com os dois, quando puder!
 - Terei sim, Adrianny! Nossa! Só quem já passou pelo vício sabe o que é isso. Não quero o Eloy metido nessas “fitas”. A gente tá separado, mas vou falar com ele, sim! Se o Tyler quiser viver de “colocon”, que faça isso com a tropinha dele e deixe o Eloy fora disso!
 - Qualquer coisa, conte comigo, amiga! Eu também tenho que ficar de olho no Carlos!
 - É... Essa juventude de hoje está toda sem juízo, sem querer nada com a dureza, levando tudo na base da brincadeira e querendo o caminho mais fácil para obter as coisas.
 - Lamentavelmente é isso mesmo, amiga! E parece que clínica e cadeia não resolvem, porque eles saem e voltam a praticar os mesmos erros, às vezes, até piores. Não aprendem... Parece que tomam gosto pelo crime... Mais tarde eu vou aí pra gente tricotar, ok!
 E elas continuam papeando. No fundo, Adrianny queria saber notícias de Eduardo...

 No Jardim Europa, Kelly relata à Pérola a aula que tivera com seus alunos. A professora não fora chamada à diretoria pela iniciativa. Decidiu que levaria mais temas polêmicos para discussão, entre eles, a decisão do Supremo Tribunal Federal que liberou a “Marcha da Maconha”. Pérola concorda com a companheira e, naquele final de dia, não conversaram sobre relacionamento. Optaram por ver um filme juntas, “Dzi Croquetes”, agarradinhas, regadas a uma bacia enorme de pipoca.

 Em Ribeirão, Eduardo chega ao apartamento de Marisa e Priscila. As amigas estavam ansiosas pela visita do rapaz. Também queriam definir aquele triangulo amoroso. Curto e grosso, com o semblante fechado, o rapaz vai direto ao assunto, deixando ambas perplexas.
 - Vocês sabem que tudo começou naquela rave, a Index Pool Party. A gente tava muito louco. Aí topamos fazer este love. Ora eu ficava com uma, ora com outra, mas agora chega! Tô noutra... Eu conheci um travesti em Paraíso e estou perdidamente apaixonado por ela...

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 25 de junho de 2011

Insensato Colocon - capítulo 13

novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 13

 - Grazy? O que você está fazendo aqui? Como chegou? Veio voando?
 - Digamos que sim, Eduardo... Tive que voar mesmo para chegar até aqui... – diz ela, mascando chiclete, empurrando o bofe para dentro de sua casa, agarrando-o. Ele se esquiva.
 - Ei, calma! Primeiro você vai me explicar o que tá fazendo aqui? Não tô entendendo...
 - Relaxa, amore! Depois a gente bola uma ideia, pode ser? Eu tô louca de tesão! – e ela continua empurrando o bofe, tentando leva-lo para o quarto. Ele, porém, reluta de novo.
 - Grazy, não! – diz enfático. – Primeiro você vai me explicar o que tá fazendo aqui.
 - Aff. Tá bom! Eu vim até aqui pra gente definir o nosso plano. Ele continua de pé?
 - Claro que sim, mas você precisava vir até Ribeirão para tratar comigo desse assunto?
 - Aff, Eduardo! E você queria que a gente se encontrasse lá em Paraíso? Pirô de vez?
 - Tá legal! Senta aí e vamos conversar, mas depois você vai embora. Tô hiper cansado!
 - É?... Cansado?... Sei muito bem o motivo do seu cansaço, viu! Não vá se apaixonar...
 - Fique de boa! Amanhã eu já vou me livrar de duas... A Verusca vai ser fichinha!
 - Acho bom mesmo. Nada pode atrapalhar o nosso plano, Dú! Tô farta do Gonzaga!
 - Será mesmo, Grazy? A Verusca me contou o que vocês fizeram! Sarcástico, viu!
 - Foi mesmo bem perverso, mas a bicha gostou! Mas vamos ao que interessa! E eu não irei embora. Dormirei aqui com você. Não gosto de pegar estrada à noite.
 Vendo que Grazy não mudaria de ideia, Eduardo aceitou a situação e, após definirem a estratégia do plano, ele cedeu à investida da racha, passando a noite junto com ela.

Amanhece. Em Paraíso, Verusca acorda cheia de preocupações: a dívida que tinha que pagar para Gonzaga. Seu prazo estava terminando e ela não sabia o que o “poderoso chefão” poderia fazer caso ela não cumprisse o combinado; a forma estranha de Tyler e o jeito que ele saíra de seu ateliê no dia anterior; o babado que tivera com Eduardo e a esperança de logo revê-lo. Decidiu, mais uma vez, procurar um emprego. Já estava cansada de levar “nãos” na cara pelo fato de ser homossexual, pouca escolaridade e viver em uma cidade pequena. Não tinha jeito para serviço braçal e suas habilidades eram limitadas. Mesmo assim, para levantar o astral, colocou um som bate-cabelo e começou a se arrumar. “Quem sabe hoje eu não tenho sorte?”, pensou com seus botões. Meia hora depois estava na rua à caça de um trabalho.

No colégio católico, Kelly intermedia o debate dos alunos sobre a decisão da presidente da República em suspender a produção do kit anti-homofobia. O assunto estava em voga, assim como a mobilização da bancada evangélica que não quer a aprovação do projeto de lei que criminaliza agressões cometidas contra os LGBTs. A direção da escola primava pela “moral e bons costumes” e, mesmo sabendo disso, Kelly foi até o fim com sua proposta, defendendo a opinião de que o assunto precisa deixar de seu um tabu. De vez em quando pensava em Pérola e em uma maneira de reparar a mágoa que sua companheira estava sentindo pelos olhares que ela dera em Priscila. “Onde eu estava com a cabeça?”, se indagava.

Em Ribeirão, Eduardo e Grazy acordam. Após tomarem banho juntos, o bofe trata logo de despachar a racha. Seu dia estava cheio. Queria procurar um emprego e conversar seriamente com Marisa e Priscila. Telefonou e, ao cair da tarde, iria ao encontro delas.
 Em seu New Beetle, presente de Gonzaga, Grazy voou novamente na pista de volta a Paraíso. O velocímetro ultrapassava os 150. Queria chegar logo e evitar explicações. Inútil. Ao chegar ao sítio, o “poderoso chefão” já a esperava com uma cara nada agradável.
 - Sem meias palavras, Grazy! Onde foi que você passou a noite, hem?

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

sábado, 18 de junho de 2011

Insensato Colocon - capítulo 12


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 12

Os olhos de Verusca brilham diante do “novo e poderoso colocon”. Por um instante, bate aquela fissura e a mona quase pede a Tyler que a deixasse experimentar a mercadoria. Porém, Adrianny põe fim ao desejo da amiga e pede ao bofe que guardasse aquilo.
 - E, se possível, pare com isso, Tyler! Você ainda vai se estrepar bonito. Abra o olho!
 - Êêê, tá me tirando? Eu sou esperto, tá ligado? Não cairei nunca na mão dos “homi”.
 - É... Vai se achando o rei da cocada preta! Tem muita gente de olho em você!
 - Eu sei, mas, por enquanto, esse é o meu ganha-pão. Faturo bem com meus clientes e agora com este novo produto na área, os nóia tão louquinho atrás de mim! Ficarei rico!
 - Que horror! Você não sente remorso em viciar uma pessoa com algo tão mortal?
 - Verusca, nós já discutimos sobre isso! Tem quem vende e tem quem compra. Se eles querem, meu amor, não sou eu que vou me preocupar com a saúde deles. Cada um sabe de si e eu sei onde a correia aperta lá na minha goma. Preciso de grana e se, no meu caso, ela está no tráfico, é nele que eu vou obter até o último centavo desses trouxas. E ai deles se ficarem me devendo. Posso ser muito pior do que o Gonzaga! E por falar nele, você já descolou a grana? O cara tá uma fera contigo, Verusca! Se eu fosse você, não brincava com este fogo!
 - Credo, Tyler! Você está tão esquisito! Mudou da água pro vinho. O que houve?
 - Sem viagem, Adrianny! Eu apenas tô falando a real pra Verusca, morô!
 - Não se preocupe, Tyler! Eu vou descolar o aqué. Pode falar pro seu “amiguinho” Gonzaga que ele não sairá no prejuízo. E quanto a você, eu gostaria que fosse embora...
 - O quê? Ir embora? Você tá me expulsando? É assim que estava preocupada comigo?
 - Agora quem tá viajando é você, Tyler! Não sabíamos que você ia aparecer. Eu combinei com a Adrianny de irmos ver um serviço pro Carlos e já estamos atrasadas. Só isso!
 - Ah, tá... Tudo bem! Mais tarde eu volto aqui. – e ele sai pisando firme, emburrado.
 - Que lance é esse de emprego, hem? – pergunta Carlos, que não gostava de trabalhar.
 - É equê, menino! Só pro Tyler ir embora. O que você achou dele, amiga?
 - Estranhíssimo, Verusca... Estava parecendo outra pessoa. Eu, hem, Rosa!
 As duas continuam o papo, enquanto Carlos mergulha no Play 3. Era fera nos jogos. Verusca começa a relatar em detalhes para Adrianny a noite de amor que tivera com Eduardo, para delírio da biba que fica excitadíssima com a ideia de “roubar” o bofe da amiga.

 As horas passam. Em Ribeirão, Lucas e Danilo passam a tarde toda debatendo homofobia com Priscila. A racha estava encurralada. O casalzinho recém-enamorado estava com o discurso afiado. Mas também, pudera. Eles eram militantes ativos da causa LGBT.
Entremeio àquele bate-papo, Marisa fez um suflê de dar água na boca, sendo elogiadíssima por todos. Depois ela foi atualizar seu Blog e iniciar a criação dos modelos pedidos por Fabinho San Mon Netty. Bichas loucas, Lucas e Danilo começaram a dar pitaco no trabalho de Marisa, mas ela logo pediu para eles voarem e deixa-la sozinha com sua inspiração. Já Priscila estava bastante confusa. Não queria admitir, mas os olhares de Kelly e o encontro com Dú na sorveteria Spósito havia mexido com a sua libido. Tempos depois, Lucas e Danilo vão embora, mas antes convencem e combinam para o fim de semana de levar Priscila na Penélope, Diesel ou Alternativo Fever Club. Era a primeira vez que ela iria a uma boate GLS.

 Eduardo chegou exausto em Ribeirão. Passou a viagem toda pensando nos olhares de Tyler e nos babados que fizera com Verusca. Decidiu que falaria com Priscila e Marisa no dia seguinte. Precisava descansar e colocar as ideias em ordem. Porém, sua intenção é interrompida com a chegada inesperada de uma visita. Ao abrir a porta, depara-se com Grazy.

Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.