terça-feira, 13 de setembro de 2011

Campanha vai usar Twitter para dar visibilidade a LGBT

Mais uma vez a internet vai ser usada em favor da cidadania LGBT e durante toda a próxima quinta-feira, 15, militantes e simpatizantes de todo o Brasil vão realizar uma campanha virtual bem simples para colocar a diversidade sexual nos tópicos mais comentados do Twitter.

O twitaço contra a intolerância tem como objetivo mostrar a força da comunidade LGBT e, para isso, está propondo que na quinta-feira todo mundo que tem uma conta no Twitter poste as hashtags #contrahomofobia e #univoslgbt para que elas cheguem ao topo da lista de tópicos.

domingo, 11 de setembro de 2011

Insensato Colocon - capítulo 22


novela de NOXYEMA JACKSON

CAPÍTULO 22

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- Então diga, pois a arma foi encontrada em suas mãos! – diz o policial.
- Foi uma moça, magra, de cabelo comprido... Não sei o nome dela, só sei que quando as luzes se apagaram, vi que havia mais uma pessoa aqui dentro. Após o disparo, levei uma pancada na cabeça, mas senti quando ela colocou a arma em minhas mãos. Antes de desmaiar e dela sair daqui, deu para ver nitidamente estas características.
- Uma moça magra, de cabelo comprido? Tem alguém aqui com este perfil?
- Tem sim, policial... – diz Grazy. É a Priscila, mas não entendo porque ela faria isso. Por qual motivo? Essa travesti está mentindo. Foi ela quem matou o meu Gonzaga!
- Vamos à procura desta moça. A senhora vem comigo, dona Grazy, e os demais, ninguém sai daqui! – ordena o policial, que sai do “xis” à procura de Priscila.


Quando os dois saem, Adrianny, Carlos e Eloy se aproximam de Verusca, tentando consolá-la e saber maiores detalhes do que havia ocorrido. A mona queria saber onde estavam Tyler e Eduardo, porém não obteve dos três a resposta.
- Caí numa cilada, amiga! Armaram direitinho para mim... Após o discurso do Gonzaga, foi o Tyler que me chamou para vir para cá. Será que ele está metido nisso? Mas por quê?
Enquanto Verusca divagava em dúvidas, o policial e Grazy se aproximam do grupo onde estava Marisa, Danilo, Lucas, Fabinho San Mon Netty e Priscila.
- Senhorita Priscila, queira me acompanhar por favor! – pede o policial.
- Acompanhá-lo? Mas por quê? Eu não fiz nada...
- Priscila, tem uma travesti lá no local do crime acusando você de ter matado o meu Gonzaga... Você fez isso? Por quê?
- Vocês estão loucos! Por que eu faria uma loucura dessas?
- Para se vingar de mim, não é Priscila? – diz Eduardo, que neste instante se aproxima do grupo na companhia de Pérola e Kelly. – E você é cúmplice deste assassinato, Marisa!
- Êêêêpaaa! Não me envolva neste rolo! Eu não sei de nada! – grita Marisa.
- Sabe sim! Eu te contei sobre a chantagem que vinha recebendo da Grazy. A verdade, senhor policial, é que tudo aqui tem apenas um motivo só: tráfico de entorpecentes! Antes da Grazy se envolver com o Gonzaga, ela namorava comigo. Aí, quando conheceu ele e soube que ele era traficante, resolveu se juntar a ele nos negócios... Teve uma festa em Ribeirão. Eu tinha brigado com meus pais e estava sem grana para pagar a minha faculdade. Aí a Grazy, que nunca largou do meu pé, me propôs vender a droga nesta festa. Eu aceitei, mas sou leigo no negócio, acabei vendendo mais barato, perdi uma boa quantidade... e o senhor sabe, nestes lances, ou a gente paga o que usou ou morre... Para, entre aspas, me ajudar, a Grazy acertou com o Gonzaga o que havia me passado para vender e eu, ao invés de ficar devendo para ele, fiquei em dívida com ela. A Grazy sempre foi ambiciosa. Queria tomar o lugar do Gonzaga nos negócios e bolou este plano de mata-lo. Praticamente me obrigou a ajuda-la.
- E onde a travesti que foi pega com a arma na mão e a senhorita Priscila entram nessa estória? Se isto tudo for verdade, o senhor também é cúmplice deste crime – diz o policial.
- Eu, a Grazy e um moleque de nome Tyler, somos cúmplices, sim! Agora, a Verusca, não tem nada a ver com este crime. Ela devia uma grana de droga com o Gonzaga. Tinha pegado com ele para vender tempos atrás e perdeu... Ele estava cobrando ela. A ideia nossa era atrair a Verusca para o local do crime. O Tyler daria o tiro, faria o servicinho sujo para a Grazy. Eu ficaria livre de minha dívida com ela e ela assumiria o comando de tudo... Em troca, ela perdoaria a dívida da Verusca com o Gonzaga. Foi um pedido do Tyler que tem um caso com a Verusca e, de certa forma, um pedido meu, que acabei de me envolvendo propositadamente com ela através da internet, mas me apaixonei pela Verusca... Só que o Tyler atraiu a Verusca para o local do crime e na hora “h”, recusou-se a atirar e sumiu. O meu sentimento pela Verusca também me impediu de atirar...
- Ah... E aí, sem eira nem beira, a culpada do crime sou eu? – indaga Priscila. Me poupe, né Eduardo. Eu vou embora daqui! – revela.
- Não dê nem um passo ou será presa, senhorita Priscila! – ordena o policial.
- Dias atrás, senhor policial, eu fui ao apartamento da Marisa e da Priscila em Ribeirão para terminar tudo com elas. A gente tinha um caso desde a época desta festa onde este rolo começou... Depois que eu fui embora, a Marisa me ligou sem a Priscila saber e eu acabei desabafando, contando a ela sobre esta chantagem e este plano maluco da Grazy. Disse a ela que haveria esta reunião e ela me disse que viria aqui com a Priscila, chamaria uns amigos, inventaria uma estória, só para me ajudar. A Marisa queria falar com a Grazy ou até mesmo com o Gonzaga. No fundo, ela sempre gostou de mim... Já a Priscila, ficou super irritada quando soube do meu envolvimento com a Verusca, não aceitou ser trocada por uma travesti e quando viu que eu estava indo para o “xis”, ela me seguiu. A gente acabou discutindo... Não sei como as luzes se apagaram. Só sei que, quando percebi, a arma que eu carregava na cintura havia sumido e quando a luz voltou, eu soube do acontecido... Não tenho dúvidas! Foi a Priscila quem atirou, mas acabou errando o alvo e, ao invés de matar a Verusca por puro ciúmes, acabou acertando o Gonzaga e, para se ver livre da acusação, deu um jeito de colocar a arma nas mãos da Verusca. Você vai negar, Priscila?


Continua na próxima postagem.
Esta é uma história de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência.

Edição 933

Abaixo a imagem da edição n.º 933 do CULTURA POP GLS, publicada no Jornal do Sudoeste - São Sebastião do Paraíso/MG, do dia 11 de setembro de 2011.



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Parada do Orgulho LGBT de Salvador

Militância congratula veto de Kassab ao Dia do Orgulho Hétero


A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) enviou na quarta-feira, 31 de agosto, ofício ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), ofício congratulando-o pelo veto à proposta de lei que criaria o Dia do Orgulho Heterossexual no município de São Paulo. 

No documento, a entidade agradece a “postura cidadã adotada por esta Prefeitura Municipal de São Paulo” e diz ainda que “o veto desmascara a verdadeira intenção do projeto de lei”. Confira a mensagem: 

Ofício PR 210/2011 (TR/dh)    
Curitiba, 31 de agosto de 2011

Ao: Exmo. Sr. Gilberto Kassab
Prefeito do Município de São Paulo, e equipe

Assunto: Congratulações pelo veto do projeto de lei nº 294/2005, que instituiria o Dia Municipal do Orgulho Heterossexual no município de São Paulo

Senhor Prefeito e Equipe,

Como é de seu conhecimento, a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade de abrangência nacional que congrega 237 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.

Neste sentido, gostaríamos de congratular o senhor e sua equipe pelo veto total do projeto de lei nº 294/2005 acima referido, conforme publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo (p. 3 e 4), neste dia 31 de agosto de 2011 (anexo), por ser “materialmente inconstitucional e ilegal” e contrário ao “interesse público”, vindo inclusive de encontro às políticas públicas do município de São Paulo.

Apraz-nos que, com o veto, tenham prevalecido os preceitos constitucionais e os valores estabelecidos na Lei Orgânica da Cidade de São Paulo, no que diz respeito à dignidade humana, à não discriminação e à justiça social,  entre outros.

O veto desmascara a verdadeira intenção do projeto de lei, ao afirmar que “não é necessário fazer grande esforço interpretativo para ler, nas entrelinhas do pretendido preceito, que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes. Aliás, o texto da “justificativa” que acompanhou o projeto de lei por ocasião de sua apresentação descreve, em vários trechos, condutas atribuídas aos homossexuais, todas impregnadas de sentimentos de intolerância com conotação homofóbica.”

Agradecemos pela postura cidadã adotada por esta Prefeitura Municipal de São Paulo ao vetar a referida proposição, e renovamos nossos votos de estima e consideração.

Respeitosamente
Toni Reis
Presidente